terça-feira, 5 de junho de 2012

Coisas da profissão.


Essa Seu Osvaldo contou.
Um amigo seu, médico do exército, narra a consulta:
O enfermo chega e logo diz:
- Doutor estou pra morrer!
- O que o senhor está sentindo? – indaga o médico.
- To “cum difruço”! – responde o doente, já com o diagnóstico.
O médico, assustado:
- Pois o senhor vai mesmo morrer, porque eu não sei o que diabos é isso...


* * * *


         Essa foi comigo. Durante meu estágio supervisionado no Hospital Getúlio Vargas.
         Após realizar anamnese e exames clínicos pertinentes, indago ao paciente vindo do interior do estado, com quadro de tuberculose:
         - O senhor tem alguma radiografia, raio-X, pra me mostrar?
         Calmamente o enfermo responde que não sabe o que é isso.
         Tento explicar:
         - O senhor tem alguma “chapa”?
         Imediatamente o paciente retira sua dentadura e me entrega dizendo: - Só tenho essa doutor. Serve?
         Envergonhado com minha inexperiência na lida com o homem, procuro logo explicar de forma compreensível do que se tratava.


* * * *

         O cliente reclama de dor.
         Pergunto: - Onde é essa dor senhor?
         Ele responde: - No “mucumbuco”.
         Lembrando do episódio do HGV, peço que me mostre o local.
         Me aponta a região lombar.

 
* * * *

         Outra comigo.
         O senhor de idade senil, com quadro de artrose no joelho esquerdo, pergunta:
         - O que causa essa tal artrose doutor?
         Explico que é coisa da idade, etc.
         O senhor responde: Mentira, porque o outro tem a mesma idade e eu não sinto nada nele.

         Faz sentido...

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